quinta-feira, 8 de maio de 2008

À Respeito da vida... Eu tenho culpa?

Quando nascemos não optamos por quem vão ser os nossos pais. Já começa errado. Não se escolhe a educação que se deseja ter, nem em que país se quer ser nacionalizado (quando se cresce ainda se pode escolher, mas aí é outro assunto), muito menos que vida seguir. Simplesmente somos empurrados nela por nossos pais.
Quando se chega na puberdade, geralmente se é rebelde e quase sempre se é repreendido pelos genitores, que por sua vez ditam regras de certo e errado sem ao menos terem a noção do que é certo ou errado para a prole. O ato de gerar é completamente insuficiente para ditar. E é ainda nessa fase que começam as amizades. Aí sem se escolhe com quem andar, ainda que repreendido pela teoria condicional de certo e errado. A adolescencia é, pelo meu ponto de vista, quando, de fato, se começa a viver. Começam as escolhas e, por fim, a verdadeira rebeldia. Beber, sair, compartilhar loucuras com os irmãos que nos foram permitidos escolher. Aí sim se sente prazer.
Existe ainda muita gente careta. São os reprimidos sem força, que obedecem ao condicionamento dos pais. Pobres de idéias. A revolução instintiva começa na adolescência. Os genitores se preocupam e esquecem que um dia preocuparam também. que um dia sonharam com a luta , mas não conseguiram romper a barreira da limitação. OUSAR. CAUSAR. Essa é a verdadeira intenção da vida. E vivamos conforme nosso certo ou errado, sem repreensões. Deixando e levando marcas eternas. Os dignos de alguma ideologia conseguem transformar o mínimo de vontade em perseverança e vivem! Aceitar passivamente uma ditadura é apenas para os fracos. Na idade adulta curtamos como adolescentes rebeldes e críveis de mudança. Cada queda levantada concretiza mais ainda o chão e esse estará fortalecido e façamos apenas o que o nosso bem nos trouxer. Quando a velhice chegar a experiência é multipla e gozaremos de um orgasmo quando lembrarmos na nossa vida seguida pelo certo e errado de autoria própria. A vida que escolhemos para viver. E vivamos. Sem culpa!