segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Qualquer coisa serve...

Numa rua suja
A mãe carrega sua prole
Assemelhadas a bichos, procuram o comer
Nega a esmola
São mais duas no espaço
Perambulando de mesa em mesa
Negação!

terça-feira, 1 de julho de 2008

MULHERES MODERNAS


'Quem não dá assistência, abre concorrência' Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o 'nível' intelectual, cultural e, principalmente, 'liberal' de sua mulher, namorada e etc. Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: 'corneado'. Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu 'chifre' em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos. Mas o que seria uma 'mulher moderna'? A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo 'investigatório' junto a essas 'mulheres modernas' pude constatar o pior: VOCÊ SERÁ (OU É???) 'corno', a menos que: - Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade. - Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'. Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima. - Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo... bem... - Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo. - Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você... - Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é???? Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. - Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um 'chifre' tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS 'comedor' do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi. - Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - 'dar uma', para depois, virar pro lado e simplesmente dormir. - Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir falta dessas coisas...senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência'. Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas 'mancadas'... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!
Dizem que a autoria é de Arnaldo Jabor

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ah, eu preciso dizer...


E num passe de mágica ele surgiu. Como quem não queria nada, se chegou e se encontrou. Eu o acolhi no meu mais nobre sentimento. E desde então, como um arco-íris ofuscante, as cores começaram a pintar aquela monotonia diária. Aos poucos, tudo foi ganhando uma outra dimensão. Tudo baseado no gigantismo e na megalomania de nunca se saciar. Quero sempre mais. Palavras. Gestos. E a conexão se aproximava da mais veloz possível. Com tanta coisa em comum, deixando escapar segredos, eu não soube adequar o Aurélio aos momentos mais propícios. Dava um medo. Mas, eu precisava dizer. Ganhar ou perder sem engano. Quando o pronunciamento se aproximava, tomei um banho de água gelada. Perdi-me de ti. Tua companhia deixou um buraco e eu precisava preenchê-lo. Como fez falta. Amigos são sempre bem-vindos nessas horas. E eu recolhida ao meu EU, me segurei. E no meio de tantos casos e acasos, como alguém que não sabe reconhecer o próprio erro e ter o dom do perdoar, o par de átomos que estava emparelhado, se separa e cada um volta ocupar seu espaço na órbita mais conivente. Mesmo contra a minha vontade. O cravo brigou com a rosa debaixo de uma sacada, deixando-a assim despedaçada. Amargurada seria a palavra ideal. Como uma onda, os sentimentos vão e voltam. O meu estacionou na beira da praia e insiste em não recuar. O que eu posso fazer? Desencontrada, eu busco uma saída. A melhor possível. Sem causar danos. Ainda acredito na teoria de rotação da órbita. Ora se está por cima, ora por baixo. Ora, ainda, ao lado.

P.s.: As lágrimas da Rosa hão de se enxugar.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dificuldades superadas no Mercado de São José




A diversidade cultural é imensa. Chapéu de couro, redes, sombrinhas, artesanatos, bibelôs pernambucanos, especiarias, quadros de times, comidas típicas e atípicas e, na entrada principal, uma extensa bandeira vermelha e preta com um escudo do Sport Clube do Recife, pendurada entre as colunas dóricas construídas na segunda metade do século 18. É essa a descrição abiótica do mais tradicional mercado da capital pernambucana, o Mercado de São José, hoje, tombado como Patrimônio Arquitetônico e Histórico Nacional.

Circulam, entre os enormes corredores com o piso desgastado, todo tipo de cliente. Crianças param para ver as miniaturas artesanais, homens geralmente passeiam entre os setores de carnes e frios, mulheres vêem artigos de couro, uma freira encerra suas compras com dois quilos de camarão Vila Franca e as moscas pousam sobre os plásticos, que cobrem as carnes por sobre os balcões de azulejos brancos. Essa é a descrição humanizada do local.

Nas grandes passarelas, pode-se observar uma infinidade de boxes, cada qual com sua história, mundo e clientela particulares. Muitos desses comerciantes, personagens conhecidos pelas marcas do cotidiano e tempo de comércio local. Na última sessão, onde se encontra a maior diversidade de produtos, está sentado entre um box de artesanatos e outro alimentício, em um pequeno caixote de madeira, um senhor que aparenta estar na casa dos 80 anos. Trajando uma calça social, chinelo de couro e uma camiseta de botão semi-aberta e listrada de azul e branco. Esse deve ter muita história para contar, pensei. Aproximei-me, identifiquei-me e uma seca resposta ecoou aos meus ouvidos: “Não vou falar nada, pois hoje minha pressão está alta”, defendeu-se o senhor, que nem seu nome quis expor. Desculpei-me e desejei-lhe melhoras.

“Perdi tudo no maior incêndio da história do mercado. Mais de 300 metros de altura cobertos pelo fogo”.

Desistir não era interessante para mim e no meio de tantos casos e acasos, encontrei o senhor proprietário do box 282, que tinha muita história para contar. Era conhecido como o “Seu” Bartolomeu, um senhor de estatura média com 56 anos de idade e 38 de instalado em seu ponto. Quando tinha cinco anos de idade, Bartolomeu Luiz de Santana fora trabalhar por necessidade para ajudar os pais, desde então não parou mais.

O Mercado foi parar como rotina diária na vida de “Seu” Bartolomeu por falta de opção. Ele precisava entrar no comércio, gostava de fazer grandes negócios, mas os pontos soltos da cidade tinham preços altos e não competia ao comerciante. Este, por sua vez, não hesitou e continuou a sua batalha, mesmo sem gostar do local de trabalho. “Não gosto daqui. Vivo porque tenho que viver mesmo. Os freqüentadores são muito mal educados”, contou-me conformado.

Conseguiu construir sua trajetória de vida, com filhos e esposa, que juntamente trabalhavam no Comercial BBB de Artesanatos, box 282. Seu Bartolomeu, que freqüenta a Assembléia de Deus todos os domingos e nos dias de semana quando chega cedo em casa, teve a sua fé posta em cheque pela primeira vez quando, no dia 17 de novembro de 1987, perdeu tudo o que tinha construído no maior incêndio que acontecera no local. O fogo atingiu 300 metros e a vida de centenas de pessoas, que dali tiravam seu sustento.

Seu Bartolomeu não desistiu, persistiu e se reergueu quando conseguiu emprestado com um amigo do ramo, 10 pares de chinelos de couro e começou a fazer dinheiro novamente. Ganhou créditos com seus fornecedores e com dois meses de reabilitado já vendia a grosso. Não demorou mais que três anos para acontecer um novo atropelo na vida da família Santana. No governo Collor, o banco segurou cerca de R$ 20 mil do comerciante, que mais uma vez endividou-se, devendo a fornecedores. Ele não se deixou render e se mostrou firme na profissão.

Com sacrifício e o estoque que restava na loja, Seu Bartolomeu sobreviveu a mais um obstáculo na sua vida. Com a família presente no seu comércio, ele pensava estar seguro e amparado, quando pela terceira vez, ele, seu Bartolomeu, foi posto diante de outra dificuldade. Dessa vez, a queda atingiu além do bolso, o seu coração quando soube que seu filho e esposa levaram mais de R$ 300 mil em mercadorias. Com isso, seu Bartolomeu entrou na justiça para recuperar os danos materiais, já os morais vão depender do bondoso coração do comerciante. Reerguendo-se mais uma vez, seu Bartolomeu é um exemplo de perseverança. Um modelo a ser seguido tanto pelo caráter, quanto pelo seu espírito.


Repórter: Rebeca Tavares

quinta-feira, 8 de maio de 2008

À Respeito da vida... Eu tenho culpa?

Quando nascemos não optamos por quem vão ser os nossos pais. Já começa errado. Não se escolhe a educação que se deseja ter, nem em que país se quer ser nacionalizado (quando se cresce ainda se pode escolher, mas aí é outro assunto), muito menos que vida seguir. Simplesmente somos empurrados nela por nossos pais.
Quando se chega na puberdade, geralmente se é rebelde e quase sempre se é repreendido pelos genitores, que por sua vez ditam regras de certo e errado sem ao menos terem a noção do que é certo ou errado para a prole. O ato de gerar é completamente insuficiente para ditar. E é ainda nessa fase que começam as amizades. Aí sem se escolhe com quem andar, ainda que repreendido pela teoria condicional de certo e errado. A adolescencia é, pelo meu ponto de vista, quando, de fato, se começa a viver. Começam as escolhas e, por fim, a verdadeira rebeldia. Beber, sair, compartilhar loucuras com os irmãos que nos foram permitidos escolher. Aí sim se sente prazer.
Existe ainda muita gente careta. São os reprimidos sem força, que obedecem ao condicionamento dos pais. Pobres de idéias. A revolução instintiva começa na adolescência. Os genitores se preocupam e esquecem que um dia preocuparam também. que um dia sonharam com a luta , mas não conseguiram romper a barreira da limitação. OUSAR. CAUSAR. Essa é a verdadeira intenção da vida. E vivamos conforme nosso certo ou errado, sem repreensões. Deixando e levando marcas eternas. Os dignos de alguma ideologia conseguem transformar o mínimo de vontade em perseverança e vivem! Aceitar passivamente uma ditadura é apenas para os fracos. Na idade adulta curtamos como adolescentes rebeldes e críveis de mudança. Cada queda levantada concretiza mais ainda o chão e esse estará fortalecido e façamos apenas o que o nosso bem nos trouxer. Quando a velhice chegar a experiência é multipla e gozaremos de um orgasmo quando lembrarmos na nossa vida seguida pelo certo e errado de autoria própria. A vida que escolhemos para viver. E vivamos. Sem culpa!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Mais que uma dúvida!

Sabendo que "o termo Reality show é conhecido por mostrar, de forma simulada, uma realidade. Em tais programas não há roteiros a serem seguidos e os participantes têm que resolver problemas ou apenas conviver com outros participantes, como no caso do programa Big Brother e outros. Os chamados reality shows entretêm as pessoas com a reação de seus participantes em apenas viverem um cotidiano ou realizarem alguma prova", o que levaria a Rede Globo a classificar o programa BBB na Central Globo de Jornalismo?
Toda vez que eu assistia o dito cujo, tinha uma enorme raiva pela classificação já citada acima. Mudaram o conceito de jornalismo e eu, estudante do curso, ainda não fui informada. É de uma tremenda cara de pau achar que Pedro Bial exercia o ofício profissional quando anunciava, com belas palavras sutis, a eleminação de um brother. É esse o futuro do jornalismo no Brasil? Será que a Globo nunca vai cansar de manipular até os conceitos já formados?! Me acudam!! Por todo amor que tenho ao meu curso, me acudam! Inadimissível. Há controvésias. Há futuros jornalistas tão alienados quanto a grande massa, que acreditam no BBB como jornalismo. Dizem que se enquadram no entretenimento. Sendo que, pelo menos na minha cabeça, com a exibição desse programa, a Globo distrói e distrai toda a massa com a sua novela da realidade forjada e previamante planejada. E o que nós, futuros jornalistas, vamos fazer? Aceitar. Será que é por o BBB ser classificado como tal, que aumentou o número de estudantes do curso?! Espero que não. Jornalismo para mim é coisa séria. É investigar e desvendar uma história que realmente tenha relevancia para a vida das pessoas, como o caso Isabella, Tarsila, Eduarda, Cartão Corporativo, Tibete e tantos interessantes, porque poderiam ter sido com algum de nós, sempre expostos a violência. Eu espero também, deposi de formada, ser reconhecida como boa profissional pela verdade dita. E, de antemão, digo: "Estou armada e talvez até seja presa por porte ilegal de inteligência. Iria para a cadeia, feliz! Reflitamos.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Por trás das letras...

Em um texto de Denise Casatti, araçatubense e jornalista que atua em São Paulo. Ele prova como nossos olhos nos enganam, ou melhor, nosso cérebro. Reproduzo-o aqui:

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

PS: Srea que é por isso que é tão dicífil cirrgoir nsooss pórripos txesots?